terça-feira, agosto 22, 2006

Liberdade ou Independência? Ou os Dois?

Todo jovem hoje em dia busca sua independência. Seja financeira (que é a mais buscada), seja independência da vontade dos pais. Uns mais outros menos.

Existem aqueles que estão acomodados, não estão nem aí para o fato de morarem com os pais e dependerem do dinheiro deles. São dependentes, mas são felizes. Há também os que lutam contra isso com unhas e dentes. Desde cedo querem trabalhar para terem o próprio dinheiro e logo que podem, saem da casa dos pais.

Mas por trás disso tudo a uma busca "camuflada": a liberdade. Sim, liberdade de fazer o que der na telha, sem pedir permissão para ninguém, sem pensar se vai agradar ou não. Simplesmente ser "dono do próprio nariz" em todos os sentidos.

Lembra do seu pai dizendo: "a independência traz muitas responsabilidades...". Isso acaba com qualquer um. Corta as asas daquele que está sonhando com esse momento à muito tempo, que já tem mil planos na cabeça e está louco para começar a colocá-los em prática. Responsabilidades. Veio a independência. Mas e a liberdade?

Ok. Você tem a liberdade de fazer o que der vontade. Mas agora, o foco muda. Em vez de pensar se os pais vão deixar, ou se não vai agradar a alguém, agora o pensamento é se você tem dinheiro, ou se você vai sentir as consequências dos seus atos.

O que é liberdade para você? É ter seu próprio carro ou sua própria casa? É poder trazer quem você quiser para casa? É poder gastar dinheiro sem se preocupar com sermões? É poder sair e voltar (se voltar) a hora que quiser? É poder comer o que quiser onde quiser? É poder pensar o que quiser sem ser perturbado?

A liberdade é um conceito muito amplo. Pode assumir qualquer sentido. A liberdade desejada pelos jovens está associada à independência. A liberdade associada aos negros escravos no século XVI era no sentido literal. A liberdade associada aos presidiários está associada a sair da prisão. A liberdade associada aos perseguidos pela ditadura era a liberdade de expressão.

Resumindo. Se você deseja liberdade é porque algo te prende. Pode ser algo físico, alguma ideologia, alguma pessoa ou algum sentimento. Seja o que for, corra atrás da sua liberdade. Seja um passarinho livre para voar.

Por ora é isso.

Um abraço a todos os que se deram ao trabalho de ler até aqui.

sábado, agosto 19, 2006

Ser Reconhecido É Uma Arte

Ser reconhecido é uma arte

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavaloa doeceu, e ele chamou o veterinário:

-Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.

Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco seaproximou do cavalo e disse:

- Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!!!

No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:

- Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três.

No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:

- Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai....Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Você venceu, Campeão!!!

Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:

- Milagre!!! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa..."Vamos matar o porco!!!

Isso acontece com frequência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. "Saber viver e ser reconhecido é uma arte." Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic."

Não posso deixar de dar o mérito deste post para a Jordana. Ela me mandou este texto maravilhoso, e aqui já deixo meu agradecimento. Obrigado Jo!

Por ora é isso.

Um abraço a todos que se deram ao trabalho de ler até aqui.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Perdão Tardio... Política?

Sempre é válido pedirmos perdão aos outros. Todos erramos, aliás, erramos o tempo todo. Saber reconhecer os próprios erros é uma virtude. Mas isso vale também quando se pede perdão por erros cometidos a dezenas, centenas de anos? Se quem cometeu o mal já morreu (sem pedir perdão), por que fazê-lo agora?

Perdão é um jogo político, questão de imagem. Quem tem a imagem manchada, limpa o nome e quem foi injustiçado ganha uma certa moral. Vencedores nunca pedem perdão aos vencidos, isso nunca existiu. O que acontece é que as gerações posteriores dos vencedores acabam pedindo perdão às gerações posteriores dos vencidos.

O acerto do passado vira um erro gravíssimo no futuro. Ter escravos no séc. XVII era a prática mais comum, e tida como correta. Hoje, séculos depois, Lula pede perdão aos africanos pelos abusos da escravidão. Nem Lula, nem nenhum brasileiro atual estava lá (lógico) no período dos abusos. O mesmo se diz dos africanos. A história já foi escrita, o passado não se muda. O que se pode mudar é o futuro. Os brasileiros opressores e os negros escravos oprimidos se foram. Mas o país Brasil e o povo africano são os mesmos. O Brasil pediu perdão à África. E a África perdoou. A história foi reescrita.

O que dizer então da Igreja Católica que na Idade Média oprimiu à tantas pessoas através da "Santa" Inquisição? Pois o Papa João Paulo II, depois de séculos, pediu perdão por todos os abusos cometidos. Todos os líderes medievais se foram e os oprimidos foram queimados. No entanto quem pediu perdão foi a instituição Igreja Católica. E o perdão vence novamente.

A exploração do perdão pela política é fato sabido por todos. O "fator perdão" sempre existirá, sempre visando um fim maior que o próprio perdão. A história é escrita a cada perdão pedido e reescrita a cada perdão concedido. Os vencidos podem emfim, vencer.

(Redação que eu fiz pro cursinho.)

Por ora é isso.

Um abraço a todos os que se deram ao trabalho de ler até aqui.

terça-feira, agosto 15, 2006

Penso.... Logo Estou Sozinho

Por que nos sentimos sozinhos? será que é normal? mas com tanta gente em volta... falta alguma coisa. Melhor... falta alguém.

Se existe solidão mesmo entre famílias numerosas, e em grandes círculos de amigos, o que fazer, se é que existe algo para se fazer, para driblar esse sentimento? Cada vez mais as pessoas se sentem sozinhas, e cada vez mais profundamente. Solidão não é doença. Mas tem cura.

É claro que a primeira coisa que eu poderia falar aqui seria de Deus. O amor infinito, o único que está conosco em todos os momentos. Mas acho que aqui não é o local mais indicado para isso.

Também poderia usar o ctrl+c ctrl+v e colar aqui várias mensagem daquelas de powerpoint, que vocês devem estar cansados de receber quase que diariamente em suas caixas de entrada. Sinceramente, também estou cansado delas, não vou enfastiá-los com isso.

Vou falar o que vier à mente.

Como diria uma música do Resgate:

"Solidão e uma rachadura que progride na sala
Sentado olhando para as paredes esperando que caiam
Cair o teto sobre a cabeça pra matar as idéias
Pensamentos rodam na mente de quem vive só

A solidão e um velho relógio que não anda no tempo
Sentado olhando para os ponteiros quem não rodam
Cair o "big ben" na cabeça pra matar as idéias
O tempo não caminha na mente de quem vive só"

Profundo, não? mas é verdade. Os solitários pensam, e muito. Pensam em coisas que não deveriam pensar, e acabam fazendo coisas que não deveriam fazer. Quando Descartes disse "Penso, logo existo" , ele deveria estar numa fase solitária da vida. O homem pensa e existe. A humanidade pensa, e existe. Todos pensamos e coexistimos, pensando, uns com os outros. Por isso se diz que o ser humano é um ser social.

Toda metade tem a outra metade. Todo livro tem sua capa. Toda caneta tem sua tampa. Toda garrafinha de chocoleite tem sua tampinha. Toda laranja tem sua casca. Todo computador tem seu monitor. O queijo tem a goiabada. O café tem o leite. E por aí vai. O homem tem a mulher, e a mulher tem ao homem.

E se o indivíduo não tiver sua "indivídua"? Os sentimentos ainda são um mistério. Solidão, apesar de não ser muito bom de sentir, é fascinante. A necessidade de ter outra pessoa por perto, que professor de biologia explica isso? A tristeza por estar sozinho, ou a felicidade de estar com quem se ama. Pode-se dizer que amar alguém é uma necessidade biológica do homem.

Quando se ama, a vida tem mais cor. Tudo parece mais bonito, mais alegre. Quando não se ama tudo parece tão... normal.

Como está a sua vida? Colorida? ou "normal"?

Por ora é isso.

Um abraço a todos os que se deram ao trabalho de ler até aqui.

domingo, agosto 13, 2006

Leis de Murphy

Azar. Zica. Pé frio. Urucubaca. Seja lá qual for o nome que se dê, nunca existe uma explicação lógica para que isso tenha ocorrido. Murphy, como todos (quase todos) sabemos, elaborou leis, que definem como e quando esse fenômeno ocorre. Mas não explicou o porquê. Vejamos algumas delas...

1ª Lei de Murphy (Principal) - Qualquer acontecimento em que haja a mínima possibilidade de dar errado, dará errado, e da pior maneira possível.
2ª Lei de Murphy - Nada está tão ruim que não possa piorar.
3ª Lei de Murphy - A fila do lado sempre anda mais rápido.
4ª Lei de Murphy - A probabilidade da torrada cair com o lado da manteiga virada pra baixo é proporcional ao valor do tapete.
5ª Lei de Murphy - A probabilidade de chuva é inversamente proporcional à possibilidade de você levar o guarda-chuva.

(a ordem das leis fui eu que dei...)

Se você observar... tudo isso é verdade, pelo menos na grande maioria das vezes.

Existem pessoas que são mais "perseguidas" pelas leis de Murphy, e outras que, abençoadamente, conseguem escapar delas, isso é fato. Esses "escolhidos" geralmente são mais estressados. Por isso eu diria que "Azar faz mal à saúde".

Sabe aqueles dias em que tudo dá errado? Cortaram a luz do seu bairro, você chega atrasado no trabalho por causa do trânsito, pega o chefe de mau-humor, derrama café na camisa nova, bate a cabeça na gaveta, na hora do almoço come algo estragado e tem flatulências o resto do dia, para desespero dos colegas, na volta para casa bate o carro, e leva uma multa, a noite, não passa nada de bom na TV, a mulher está de TPM, você vomita o almoço, e a janta não lhe apetece nem um pouco, e pra fechar, não consegue dormir pois tem uma crise de insônia.

Claro, este "dia turbulento" seria um caso extremo das leis de Murphy e talvez nunca aconteça à ninguém. Graças a Deus...

Enfim, azar é péssimo. Se você é um zicado, procure estratégias para driblá-lo. Não abuse da sorte, já que você não a tem. Por exemplo: se for tomar café, tome sentado, e longe de extremidades. Evite atalhos no trânsito, e não corra muito. Se almoçar fora, escolha bem a comida e leve sempre um "sonrisal" no bolso. Sempre pague as contas em dia, de preferência antes do dia. Siga essas instruções, que já é um começo.

Boa "sorte"

Por ora é isso.

Um abraço à todos os que se deram ao trabalho de ler até aqui.

Voltamos A Apresentar

Depois de um breve (nem tanto) recesso, voltamos a nossa programação normal.