segunda-feira, julho 03, 2006

Arrependei-vos!

Esse post não é nada de mais. Apenos faço referência ao último post (logo abaixo deste) em que sacaneei a Argentina. Leiam o "ps" do mesmo.

Leram? Boca santa, não? Não devia ter postado nada. É, povo brasileiro... Tomamos.

Por ora é isso.

Um abraço a todos os que se deram ao trabalho de ler até aqui.

ps: sem ps desta vez.

sábado, julho 01, 2006

Tchau "Hermanos"!

Este post é totalmente irrelevante, mas eu não poderia ficar inerte aos acontecimentos e ao meu sangue brasileiro: A ARGENTINA PERDEU!

É claro que melhor do que ver a argentina ir embora mais cedo da Copa do Mundo, é vê-la perder para o Brasil. Por sinal eu estava torcendo por isso: uma final sul-americana numa Copa do Mundo na Europa. Iria ficar na história. Mas não será dessa vez.

Se não posso comemorar por um motivo, que seja por outro. Até 2010 hermanos!

Por ora é isso.

Um abraço a todos os que se deram ao trabalho de ler até aqui.

ps: Amanhã tem jogo do Brasil. Espero não me arrepender de ter postado isso...

Futebol e Cultura

O texto a seguir não é de minha autoria. Recebi por e-mail e achei muito interessante. Segue adiante.

Em cada dez dos melhores jogadores de futebol do mundo, pelo menos cinco são brasileiros. Entre todos os prêmios Nobel do mundo, nenhum é brasileiro. Entre os grandes jogadores brasileiros, quase todos têm origem pobre, enquanto quase todos os profissionais de nível superior vêm das camadas ricas e médias.
Nestes tempos de Copa do Mundo, a TV e o rádio mostram, todos os dias, pequenas biografias dos nossos grandes jogadores. Em comum, todos têm o fato de terem começado a jogar futebol aos quatro anos de idade, em algum campo de pelada perto de casa, às vezes no quintal de um amigo. Todos continuaram, com persistência, o desenvolvimento de seus talentos.


Transformaram-se em grandes craques, graças à oportunidade, ao talento e à persistência.
No Brasil de hoje, 20 milhões de meninos jogam futebol. Se apenas um em cada dez mil tiver talento e persistência, nas próximas Copas teremos dois mil ótimos jogadores; se for um em cada um milhão, ainda assim teremos dois times completos, formados por grandes craques.

O mesmo não vai acontecer com a ciência, a tecnologia e a literatura no Brasil. Não teremos 20 prêmios Nobel, nem mesmo juntando, a esses meninos, os outros 20 milhões de meninas. Porque poucos entrarão na escola aos quatro anos. Não terão acesso a verdadeiras escolas, não poderão persistir no desenvolvimento de talento, não terão livros ou computadores como têm bolas.

O Brasil tem grandes craques graças ao gosto pelo futebol, ao tamanho da nossa população e ao fato de que todos têm acesso à bola e ao campo de pelada. Nosso país não tem, até hoje, nenhum Prêmio Nobel de Literatura ou Física, porque poucos têm acesso a ensino de qualidade desde a primeira infância, com professores bem remunerados, preparados e dedicados, dispondo de livros e computadores na quantidade e qualidade necessárias.
Os campos e as bolas surgem espontaneamente, ou pelo esforço da comunidade e dos próprios meninos. A escola e os computadores só estarão à disposição se houver um esforço deliberado do país inteiro.
Ninguém vira craque por sorte, e sim por talento e persistência.

Mas, no Brasil, o desenvolvimento intelectual depende, antes de tudo, da sorte de nascer em uma família rica, em uma cidade próspera, com um prefeito que dê prioridade à educação. O talento e a persistência vêm depois porque, antes, precisam de oportunidade: uma escola de qualidade. O desenvolvimento intelectual depende de condições criadas pelo Estado nacional: boa alimentação, bom sistema de saúde escolas (para estudar), livros, computadores, bons professores (que vão às escolas dar aulas, como antigamente).

Se tivéssemos feito isso há cinqüenta anos, o Brasil seria o campeão do saber, e não o lanterninha, posição que ocupamos atualmente. Se o fizermos agora, daqui a 20 anos teremos recuperado terreno, e aí teremos a chance de vencer não só a Copa do Mundo, mas também a Copa do Saber, do conhecimento, da ciência, da tecnologia, da literatura. Ganharemos as medalhas do Nobel, além das taças da Copa.

Além do mais, teremos o capital e as bases para construirmos o Brasil do século XXI. O futebol deslumbra, mas só o saber constrói.

Tudo isso, porém, enfrenta um grave impedimento: os brasileiros têm paixão pelo futebol. As vitórias emocionam, as derrotas deixam todos abatidos. Mas não existe a mesma paixão pela educação. Há semanas, os meios de comunicação informaram que estamos perdendo para o Haiti em termos de repetência escolar. Nada aconteceu, ninguém se incomodou. Se tivéssemos perdido para o Haiti no futebol, nossos jogadores teriam sido muito mal recebidos na sua volta ao Brasil.

Para que as medalhas intelectuais cheguem, é preciso ter pela escola a mesma paixão que o Brasil tem pelo futebol.

CRISTOVAM BUARQUE

Não estou fazendo campanha pra nenhum político. Aliás, quero distância desse setor, mas achei muito interessante o que ele disse.

Por ora é isso.

Um abraço a todos os que se deram o trabalho de ler até aqui.